Só porque eu gosto muito de Matemática!
quinta-feira, 28 de março de 2019
Fearless girl and Charging Bull: essa imagem me representa
Dentre as interessantes descobertas que fazemos (neste caso, foi através de um programa de TV no Dia Internacional da Mulher) essa linda imagem, cheia de sentido e significado, me representa: A menina sem medo e o touro de Wall Street.
Retrata, literalmente, uma situação vivida na infância. Como esse blog é meu espaço de memória, vou usar as fotografias para ilustrar o que o tempo trouxe na lembrança.
O ano foi 1975. Eu ainda morava no sítio Santo Amaro. Também já estava na escola...
Parênteses: (fica fácil pontuar a linha do tempo porque morei nesse sítio até 1978 e em 1976 minha irmã já estudava na cidade. Os cinco anos que nos separam facilitam essa marcação).
Naquele dia, Gorethi não foi à escola e voltei sozinha para casa. Antes de chegar no nosso sítio tínhamos que passar pela propriedade dos meus tios Aracy e Santa. E eles tinham um boi bravo. Um boi enoooorme e bravo. Minhas primas estavam comigo, mas entravam antes da tal porteira em que eu teria que ultrapassar e - imaginem - o tal boi estava "plantado" na frente dela, justamente na passagem.
Em 1975, as crianças também tinham uma pitada de maldade - hoje chamam de bullying - e minhas primas ficaram de longe instigando para que o boi me pegasse, me desafiando a passar.
"Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta".
Uma força interior me invadiu naquela hora e, resoluta, segui em frente. Passei entre a cabeça do boi e a abertura da porteira, sem vacilar. Consigo me lembrar do bafo do animal à altura do meu pescoço. Ele nem se mexeu. Eu, com o coração aos saltos, movida por aquela fé interior, ultrapassei o perigo e alcancei o outro lado... Então, olhei para trás, como a buscar o olhar das primas. E o que vejo? Meu pai, parado debaixo da árvore de coité, com um pé apoiado no pedal da bicicleta e o outro no chão, olhando aquela situação. Lembro-me que ele usava uma bermuda branca. Eu gritei: "pai!" E desatei a chorar... Ele atravessou. Eu perguntei: "você me viu atravessar?" Ele respondeu que sim. "E por que não me ajudou?" Sua resposta, para uma menina de quase 6 anos, foi crucial: "Confiei na sua coragem".
Hoje, agradeço a meu pai e penso que aquele boi não devia ser tão bravo assim... Meu pai não seria doido e nem o boi ficaria livre em meio à passagem. Mas os adultos usavam de artimanhas para amedrontar as crianças e nós acreditávamos que o bicho era mesmo terrível (o tamanho sempre intimida).
A história é essa pequena narrativa mesmo. Mas quantas subjetividades nessa vivência! Quantas analogias poderíamos tecer. Fica a critério de cada leitor. Aceito os comentários pertinentes.
Em 1975, as crianças também tinham uma pitada de maldade - hoje chamam de bullying - e minhas primas ficaram de longe instigando para que o boi me pegasse, me desafiando a passar.
"Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta".
Uma força interior me invadiu naquela hora e, resoluta, segui em frente. Passei entre a cabeça do boi e a abertura da porteira, sem vacilar. Consigo me lembrar do bafo do animal à altura do meu pescoço. Ele nem se mexeu. Eu, com o coração aos saltos, movida por aquela fé interior, ultrapassei o perigo e alcancei o outro lado... Então, olhei para trás, como a buscar o olhar das primas. E o que vejo? Meu pai, parado debaixo da árvore de coité, com um pé apoiado no pedal da bicicleta e o outro no chão, olhando aquela situação. Lembro-me que ele usava uma bermuda branca. Eu gritei: "pai!" E desatei a chorar... Ele atravessou. Eu perguntei: "você me viu atravessar?" Ele respondeu que sim. "E por que não me ajudou?" Sua resposta, para uma menina de quase 6 anos, foi crucial: "Confiei na sua coragem".
Hoje, agradeço a meu pai e penso que aquele boi não devia ser tão bravo assim... Meu pai não seria doido e nem o boi ficaria livre em meio à passagem. Mas os adultos usavam de artimanhas para amedrontar as crianças e nós acreditávamos que o bicho era mesmo terrível (o tamanho sempre intimida).
A história é essa pequena narrativa mesmo. Mas quantas subjetividades nessa vivência! Quantas analogias poderíamos tecer. Fica a critério de cada leitor. Aceito os comentários pertinentes.
domingo, 10 de março de 2019
sexta-feira, 8 de março de 2019
"Cabelo quando cresce é tempo..."
Sá Marina vai para o Rio de Janeiro no Carnaval. Na quinta à noite, ao descer na rodoviária, traz consigo novo corte de cabelo. Já é cheia de personalidade essa menina; durante o tour carioca, revela-se também com pitada de ousadia. O olhar materno admira-se e acha que se parece com uma atriz de novela. Os irmãos - que não perdem a oportunidade da troça - escolhem, cada um a seu modo, um referencial para o look. E o feito entra para o Dobras do Tempo porque um dia, eu sei, eles vão gostar muito de relembrar disso...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Motivos para agradecer e ser feliz - a lista de fevereiro
Desde que iniciei o blog, em abril de 2013, faço as listas dos motivos para agradecer e ser feliz. Na verdade, as listas existem com regularidade desde 2008, nos meus livros de memória. Só vieram complementar esse diário virtual. Também já mencionei em diversos anos que não tenho predileção por fevereiro. Não quero morrer em fevereiro e não gostaria de ter netos nascidos em fevereiro. Calor, carnaval (esse ano será na primeira semana de março), faz tudo ficar chato. Um arrastar de dias... E teve incêndio no CT do Flamengo com aqueles 10 meninos... desastre de helicóptero com a morte de Ricardo Boechat e o piloto, violência contra a mulher... melhor parar essa lista ruim. Por bênção divina tivemos chuva em fevereiro. Na manhã do dia 07 senti-me transportada ao clima das montanhas, com chuva fina e constante (foi o melhor dia desse mês). Meus antepassados são dos alpes. Como posso ser feliz nesse calor de 42° com sensação térmica de 50°? Enfim... fui à cata dos motivos:
- Renan iniciou o curso de Informática (TI) Pós Médio na Faetec.
- Aniversário do meu cunhado Samuel - um jantarzinho em família e amigos próximos. Uma noite muito agradável, conversa boa, comida deliciosa...
- Iniciei as aulas de matemática com a Luciana e a Gabi. As tardes de quinta são para calcular e exercitar os neurônios.
- Muito trabalho no Conselho Municipal de Educação. Tudo em dia.
- Muita oração e retorno em forma de inspiração, de pessoas que "atravessam" nosso caminho, um e-mail recebido, decisões acertadas, renovação de propósitos.
- Marina e Daniel firmes e fortes (e juntos) em Viçosa, nos seus respectivos estágios. Em março, volta às aulas...
- As flores do jardim da nossa casa.
- Janaina emoldurou os quadros da viagem à Capitólio: o mapa comprado na paragem de Perdões e a foto panorâmica do lago da Pedreira, onde ela nadou por muito tempo.
- Um mimo para o solar: joguinho americano pintado pelas mãos de Elzi Gontijo. Tudo blue, como deve ser a vida... E um avental para que Janaina não engordure mais as blusas novas fritando ovo.
- Notícias (e fotos) de Luna e Shuri, as meninas da Mel, adotadas ano passado. Estão lindas!
- Mamãe transformou o vestido verde (também de 2005) em outra linda bata. Segue firme o desafio.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Mamãe (e seus aproveitamentos) e o desafio de fevereiro
O modelo escolhido para a reforma de fevereiro foi um vestido com o "mesmo feitio" (como minha mãe gosta de dizer) do mês anterior. Um crepe verde, barrado, com uma linda estampa.
Parênteses: (Preciso esclarecer que tenho certa tendência em gostar de um modelo e fazer várias cópias. Minha mãe, recentemente, contabilizou 11 blusas "iguais").
Esse lindo vestido também é de 2005 e foi usado pela primeira vez na festa de encerramento do 1° ano (antiga Alfabetização) do meu querido Daniel, na época aluno da tia Clarinha.
Foi aproveitado em muitas outras ocasiões, mas há algum tempo estava pendurado no armário. Através das mãos de D. Maria Martha, transformou-se em uma linda blusa e continuará comigo...

Esse lindo vestido também é de 2005 e foi usado pela primeira vez na festa de encerramento do 1° ano (antiga Alfabetização) do meu querido Daniel, na época aluno da tia Clarinha.
Foi aproveitado em muitas outras ocasiões, mas há algum tempo estava pendurado no armário. Através das mãos de D. Maria Martha, transformou-se em uma linda blusa e continuará comigo...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
É bom saber!
Tabela de Piso Salarial do Magistério
Público Municipal
Com aumento de 6,5% , em vigor a
partir de 1° de dezembro de 2015.
|
Nível
Referência
|
A
CURSO NORMAL
|
B
GRADUAÇÃO
|
C
PÓS-GRADUAÇÃO
|
D
MESTRADO/
DOUTORADO
|
|
1 - [0-5[
|
857,98
|
978,09
|
1.115,03
|
1.271,14
|
|
2 - [5-10[
|
978,09
|
1.115,03
|
1.271,14
|
1.449,10
|
|
3 - [10-15[
|
1.115,03
|
1.271,14
|
1.449,10
|
1.651,97
|
|
4 - [15-20[
|
1.271,14
|
1.449,10
|
1.651,97
|
1.883,25
|
|
5 - [20-25[
|
1.449,10
|
1.651,97
|
1.883,25
|
2.146,90
|
|
6 - [25-30[
|
1.651,97
|
1.883,25
|
2.146,90
|
2.447,47
|
|
7 – [30-35[
|
1.883,25
|
2.146,90
|
2.447,47
|
2.790,11
|
Piso Nacional para o Magistério 2019 – 40 horas: R$ 2.557,73
(Aumento de 4,17% em relação ao ano anterior)
Valor Proporcional para 22,5 horas: R$ 1.438,72
Tabela com valores atualizados
(cumprindo o Piso Nacional) para –
22,5 horas
|
Nível
Referência
|
A
CURSO NORMAL
|
B
GRADUAÇÃO
|
C
PÓS-GRADUAÇÃO
|
D
MESTRADO/
DOUTORADO
|
|
1 - [0-5[
|
1.438,72
|
1.640,14
|
1.869,76
|
2.131,53
|
|
2 - [5-10[
|
1.640,14
|
1.869,76
|
2.131,53
|
2.429,94
|
|
3 - [10-15[
|
1.869,76
|
2.131,53
|
2.429,94
|
2.770,13
|
|
4 - [15-20[
|
2.131,53
|
2.429,94
|
2.770,13
|
3.157,95
|
|
5 - [20-25[
|
2.429,94
|
2.770,13
|
3.157,95
|
3.600,06
|
|
6 - [25-30[
|
2.770,13
|
3.157,95
|
3.600,06
|
4.104,07
|
|
7 – [30-35[
|
3.157,95
|
3.600,06
|
4.104,07
|
4.678,64
|
|
8 – [35-40]
|
3.600,06
|
4.104,07
|
4.678,64
|
5.333,65
|
Defasagem em valores absolutos: 1.438,72 – 857,98 = 580,74
Defasagem em valores percentuais: aproximadamente 67,69%
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