quinta-feira, 24 de setembro de 2026
2a8m
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
O que a memória ama fica eterno
Para o Zé
Adélia Prado·Bagagem (1976)
Eu te amo, homem, hoje como toda vida quis e não sabia,
eu que já amava de extremoso amor o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos de bordado, onde tem o desenho cômico de um peixe — os lábios carnudos como os de uma negra.
Divago, quando o que quero é só dizer te amo. Teço as curvas, as mistas e as quebradas, industriosa como abelha, alegrinha como florinha amarela, desejando as finuras, violoncelo, violino, menestrel e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito para escutar o que bate.
Eu te amo, homem, amo o teu coração, o que é, a carne de que é feito, amo sua matéria, fauna e flora, seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas perdidas nas casas que habitamos, os fios de tua barba. Esmero.
Pego tua mão, me afasto, viajo pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu gosto: “Dize-me, ó amado da minha alma, onde apascentas o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu não ande vagueando atrás dos rebanhos de teus companheiros”.
Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.
Te alinho junto das coisas que falam uma coisa só: Deus é amor.
Você me espicaça como o desenho do peixe da guarnição de cozinha, você me guarnece, tira de mim o ar desnudo, me faz bonita de olhar-me, me dá uma tarefa, me emprega, me dá um filho, comida, enche minhas mãos.
Eu te amo, homem, exatamente como amo o que acontece quando escuto oboé.
Meu coração vai desdobrando os panos, se alargando aquecido, dando a volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.
Amo até a barata, quando descubro que assim te amo, o que não queria dizer amo também, o piolho. Assim, te amo do modo mais natural, vero-romântico, homem meu, particular homem universal.
Tudo que não é mulher está em ti, maravilha.
Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos, a luz na cabeceira, o abajur de prata; como criada ama, vou te amar, o delicioso amor: com água tépida, toalha seca e sabonete cheiroso, me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta deles eu beijo.
Adélia Prado
1935-12-13 · Divinópolis
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
A trend do 7 de setembro
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
2 anos e 7 meses
... E a vida continua, mas a saudade também.
Essa hortênsia foi plantada pelo Sr. Dacir em 20/01/2025.
É a colheita da quarta flor, nesse período.
Com amor, sempre❤️
sábado, 8 de agosto de 2026
Nossa Kiki se foi... Virou estrela (como Janaina)
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
06 de agosto
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| Daniel levou o baú (restaurado) para Juiz de Fora. |
![]() |
| Pedi à IA para "levar" o arranjo e colocar sobre ele. |
Porque é 6 de agosto - 28 anos de Daniel, fui no canteiro do jardim colher a mais linda hortênsia, para compor um buquê. Porque tudo vale a pena se a alma não é pequena, já bem disse nosso poeta favorito. E ficou um arranjo deslumbrante.
Lavei as salas, honrei a vida de meu filho. Que ele seja abençoado e feliz!.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Pata de vaca
...é uma longa história, que não será contada agora, só daqui a alguns meses.
Apenas para guardar esse registro fotográfico:





























