sexta-feira, 12 de abril de 2019

As reformas chegaram nos sofás

Vou eleger 2019 como o ano das reformas. Nem vou levar em conta a polêmica e fatídica reforma da previdência... Aqui as reformas são de cunho material, com roupas e móveis, e de ordem moral, com o esforço da tão necessária reforma íntima. E, nessa onda de reaproveitamentos, procuramos na internet um tecido para uma poltrona de 2013, forrada em patchwork. A ideia inicial era comprar vários tecidos e fazer outro forro de retalhos, mas conseguimos encontrar um tecido de veludo com essa padronagem estampada. Lindo! Compramos 4 metros, porque já tínhamos feito contato com o estofador e pela foto ele fez o cálculo da metragem.





Daqueles 4 metros, ele gastou 2,30 m para a reforma. Então, decidimos investir a sobra do tecido em outra cadeira. Corremos a buscar no sítio a poltrona sem braço usada quando Marina nasceu, há 22 anos! Linda, mas com o tecido manchado pelo uso e pelo tempo. Com 1,70 m ele fez um milagre - porque, pasmem, já nos pediram 5 metros de tecido para esse revestimento. O resultado? Um luxo! Eis a definição apropriada.
 



E vocês não vão acreditar no valor da mão de obra!

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Tico e Teco adotados

Em janeiro, D. Elza e Márcia vieram passar uns 15 dias na casa de Miracema. Nesse meio tempo, eis que surge uma gatinha prenhe... Surgiu assim... do nada, talvez atraída pelo cheiro de comida e o aconchego de um lar. Recebeu ração e carinho. E ficou por ali... Ninguém investigou para saber de onde veio, mas a temporada de veraneio teria que terminar e elas voltariam para Niterói. E a bichinha? Bem, ficou rondando por ali, na varanda, na garagem, naquele imenso quintal de uma casa vazia. Não quis ir a lugar algum. O vigia tratou de cuidar da ração e água. Janaina adotou uma rotina de visitas... Até que no domingo do dia 27 de janeiro, eis a ninhada no canteiro do jardim: 4 filhotes! Com o tempo, descobrimos serem 2 meninos e 2 meninas. Tão lindinhos... Receberam cuidado, remédios e, após os 40 dias, foram anunciados em adoção. 
Nesta manhã de segunda, eu e Renan viemos entregar os meninos à Graça Rosa. Agora eles são o Tico e o Teco dela, e fazem a alegria daquele lar que tem uma energia tão positiva! Que bênção!


sábado, 6 de abril de 2019

Na dança da renovação

A natureza é um renovar constante.
É assim o ser humano. Como as árvores, cujas folhas secam e caem, dando lugar a um verde novo e reluzente, e como o homem, cujas feridas cicatrizam e a pele se refaz, também nossa vida pode ser 
renovada...
              corrigida...
                           melhorada...
para apresentar sempre o viço do novo.
Aprender a renovar é descobrir a forma de reorganizar o que já se possui para um resultado novo. É não se desfazer do antigo começando outra vez do zero. É como restaurar uma obra de arte, recuperando os detalhes corroídos pelo tempo e resgatando a beleza que admiraram os que a viram pela primeira vez.
Renovar é sanar aqueles pequenos problemas que incomodam muito, a ponto de fazer parecer feio tudo aquilo que ainda está bom. É pintar as paredes da casa, recuperar os móveis, ao invés de simplesmente fazer as malas e se mudar. 
Renovar é encarar as dificuldades e vencê-las, ao invés de fugir por outro caminho qualquer.
É aprender sempre mais com aquilo que já se tem.
Ler um texto pela centésima vez, e, a cada vez, descobrir uma mensagem não apenas nova, como admiravelmente atual. É servir-se das notas musicais de sempre para criar uma melodia que jamais alguém ouviu.
Renovar é dançar ao ritmo da vida. Dançar com o corpo e a alma, como fazem os artistas e apaixonados, pisando em nuvens e elevando o espírito de quantos puderem ver.
É amar a vida a ponto de querer preservar seus mínimos detalhes, não permitindo que o dia a dia os corroa ou enferruje, adaptando-os às mudanças do tempo, reestruturando-os e aperfeiçoando-os, de forma a mantê-los sempre atuais.
Na dança da renovação, um sopro de magia envolve e atrai, como a celebrar a seiva que revigora a planta, fazendo vir as flores onde ninguém acreditava possível brotar uma folhinha mais.

(Lindo texto atribuído a Denise Rodrigues Amaral)
06 de abril: renovando votos. Toda a dor e tristeza do caminho mais fica leve com amigos...

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Meu coração em pedaços: não há mais um Beetho no meio do caminho...

Ontem (quinta) eu faxinava as salas. E, como sempre, Beetho comigo. Cheguei a tirar uma foto e postar no Instagram do Solar, fazendo uma alusão à poesia de Drummond: "No meio do caminho havia um Beetho; havia um Beetho no meio do caminho."

Nem podia imaginar que seria a última foto... 
Hoje, fomos levá-lo para a tosa, afinal, dia 10 seria seu aniversário de 10 anos. E ele não voltou com vida... Seu coraçãozinho cansado não aguentou... Pela manhã, saímos do Pilates e fomos na Drª Yasmim pagar sua última consulta: 100 reais, com os raios X do tórax, justamente para verificar o motivo de tanto cansaço.
Que dor!
Que tristeza!
Que vazio! Não consigo escrever mais. Meu amigo inseparável, meu fiel escudeiro, aquele que dormia todas as noites debaixo da cama, sob a minha cabeça, todos esses 10 anos... A alegria dos nossos Natais. Aquele que anunciava, com latidos diferentes, quem estava a chegar, quem estava a chamar... meu companheiro de oração. Subia e descia nossas escadas dezenas de vezes ao dia, para acompanhar-nos em nossas tarefas... Até a Rose (que só está conosco há pouco mais de um ano) sentiu a perda: "já tinha me acostumado com ele em meio as faxinas". COMPANHEIRO. Essa palavra o define.





segunda-feira, 1 de abril de 2019

Bem-vindo abril! Feliz ano novo para nós...

Por uma série de razões - entre elas, o clima -, até 2018 eu dizia que meu ano novo começava em maio... Mas, a partir de 2019 o ano novo começa em abril. Então, Happy New Year! Happy Easter!
Abril tem aniversário do Beetho e do blog. Tem comemoração de Páscoa. Tem renovação de votos.  Tem vida  boa que segue, não perfeita, mas cheinha de gratidão.