quarta-feira, 1 de abril de 2015

É só o amor! Bem-vindo Abril...

"O amor não é um sentimento, é um modo de ser. 
É um juramento interior de defender o ser amado...
Quando a gente espera que o amor torne a nossa vida mais agradável, 
em vez de sacrificar a vida por ele, 
a gente fica sem o amor e sem a vida. 
O amor é o mais temível dos desafios, 
porém, quando você o conhece, 
não quer outra coisa nunca mais." 
Olavo de Carvalho

Crédito desconhecido

terça-feira, 31 de março de 2015

Motivos para agradecer e ser feliz - a lista de Março

Garimpando, eis a lista:

  • Recebi minhas diárias atrasadas. "Quem tem amigo, não morre pagão".
  • Castração e adoção da "Mãezinha". Menos um peludinho no Canil. Parceria com a Apasap. Muito, muito feliz!
  • Médicos e exames para Janaina e papai. Exames ok!
  • Noite de Poemas - A poesia pela luz dos olhos teus...
  • Uma linda bata de renda feita pela minha mãe. Mãos de fada.
  • Luzes no cabelo com a Ligia.
  • Ipva's - carro e moto - quitados.
  • Um Vivara Antoniette.
  • A juíza já julgou meu processo de conversão da separação em divórcio. Faltam as finalizações.
  • Livros novos da Joanna de Ângelis: releituras. 

domingo, 22 de março de 2015

De Camões - Soneto

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                           Luís de Camões

sábado, 21 de março de 2015

Prelúdio

Antes de morrer quero merecer voltar no tempo. E só percorrer as doces lembranças. Quero deitar para dormir e perceber que estou a vagar pelas dobras do tempo, como num sonho; porém um sonho real que me leva de volta à estrada de chão dos domingos à tarde, quando voltava da casa de minha avó. Minha solidão infantil era povoada de sonhos vindouros e olhos atentos às florezinhas da estrada.
Quero o cheiro da chuva. O mesmo ar... E a indecifrável segurança do regaço materno, que não importa o lugar - bom ou ruim, rico ou pobre, com mesa farta ou ausência do pão - nos proporciona o sono leve, tranquilo, seguro. Só porque ela está ali...
Quero os sabores. O caminhar pelas ruas da mocidade. E a ingenuidade da mocidade.
Quero perceber-me leve e de todo tão afastada do meu entorno, que vou sentir despir-me do corpo e partir, acompanhando uma mão amiga que veio buscar-me. Como a livrar-me de uma roupa que não me serve mais e, por isso mesmo, sem sofrimento, sem dor.

Crédito da imagem: Vida Simples