sábado, 8 de agosto de 2020
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Um vídeo especial
Dr. Beraldo faz 80 anos neste próximo dia 08/08. Minha querida Lydia Maria pediu-nos um vídeo curto para passar durante a comemoração. Aproveitei os passarinhos reunidos no niver de Dandan e, embora eu não goste de gravar vídeos, ousei fazer uma aparição. Vou guardar nas Dobras porque no futuro talvez alguém goste de relembrar e ouvir a minha voz.
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
Tonton faz 22!
E a pandemia nos reuniu...
E pudemos comemorar juntos!
Os planos seriam conhecer a terra da garoa e visitá-lo no seu niver. Mas, a vida também tem planos para nós e foi bom estarmos todos juntos aqui. Nunca se sabe quando será a última vez... Karina veio e ficou uma semana conosco. Tudo vale a pena se a alma não é pequena, bem disse o poeta favorito.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
Para dias difíceis...
Minha prima Eleonora Cretton me marcou no facebook nesse vídeo. E ele trouxe tanta alegria e rendeu boas risadas a tanta gente, que resolvi trazê-lo para minhas dobras do tempo. Peço licença a Moxi&Sass e agradeço por nos proporcionar momentos tão felizes!
domingo, 2 de agosto de 2020
Sempre passa...
De Guimarães Rosa
Reze e trabalhe, fazendo de conta que esta vida é um dia de capina com sol quente, que às vezes custa a passar, mas sempre passa. E você ainda pode ter muito pedaço bom de alegria. Cada um tem a sua hora e a sua vez: você ainda há de ter a sua.
sábado, 1 de agosto de 2020
Bem-vindo, agosto!
Por ANDRÉ J. GOMES
Repare. Em algum lugar, de alguma sorte, alguém está fazendo uma coisa boa por nós. Talvez você nem note. Mas tem alguém compensando nossa truculência, atenuando a dureza do mundo, nivelando a vida por cima. Tem alguém levando à frente a compaixão divina num gesto de bondade simples, à toa. Alguém de coração disposto e mãos ativas. Tem, sim. Em algum lugar por aí, tem alguém pensando em você com ternura.
De repente, vem um sentimento breve de calma. Um silêncio bom entre tanto grito, um remanso imprevisto no corre-corre, estio na tempestade, trégua na guerra. Sensação inesperada e inexplicável de que tudo vai dar certo. Não é nada, não. É só alguém, em algum canto, fazendo algo bonito por nós.
A avó que recorda com grande saudade quando éramos pequenos. Os pais que falam de nós com carinho até aos desconhecidos. Os velhos professores que nos comparam em silêncio a seus alunos de hoje, quase dizendo “ahh… como fulano era bom” ou “no tempo do sicrano era outra coisa”.
O amigo distante que assiste a um filme antigo e nos relembra em dolorida mudez, machucado de lembranças do tempo em que éramos novos e próximos, um sorriso imenso nos olhos de choro. As almas boas que nos bendizem pelas costas. As criaturas justas que nos dão sua palavra e cumprem o que prometem, os cães e os gatos que nos oferecem a barriga em festa. Aquela gente que nos ama sem mais o quê.
Quando alguém nos faz uma coisa bela, o mundo entra nos eixos. Temos todos o direito a receber afagos e o dever de redistribuí-los. De atravessar o mundo partilhando beleza e ofertando decência até chegar enfim aos braços que nos cabem e ao abraço em que cabemos.
A beleza é a matéria-prima de todo ofício honesto. É o que nos resta e o que nos sobra. Às cantoras e aos cantores, às atrizes e aos atores e artistas de todo gênero, alguém no escuro da plateia dispara seu aplauso comovido de fé e alegria sem ser visto, e comprova o quanto é bonito retribuir a quem nos dá seja lá o quê.
Aos operários e aos médicos, guardas noturnos e secretárias, pintores e cozinheiras, juízes e manobristas, marceneiros e esportistas e a toda gente sob o céu há de existir gratidão e conforto antes, durante e depois da lida.
Há de haver beleza em cada “obrigado”, “por favor”, “pois não” e outras gentilezas essenciais esperando quem os diga.
E quem os diz é alguém fazendo algo bonito pela mera volúpia bondosa de nos abrir os braços. Nos pontos de ônibus, no trânsito parado, nas salas de espera ou na solidão do quarto escuro, aguardamos todos quem nos faça uma coisa bela. E assim, na espera, compreendemos enfim nossa responsabilidade de fazer e espalhar beleza, nosso mais poderoso e sublime ofício nessa vida.
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