Mania de bolo
(Deve ser porque sou afilhada de boleira profissional que durante toda a minha infância garantiu meu bolinho do dia 25).
Mania de bolo
(Deve ser porque sou afilhada de boleira profissional que durante toda a minha infância garantiu meu bolinho do dia 25).
Hoje é aniversário de minha avó. Amanhã será o meu; enfim 50 anos! Coincidentemente, circulou pelas redes sociais nesta semana o texto a seguir, do qual extraí e adaptei algumas partes. Infelizmente não consegui descobrir a autoria.
QUANDO A CASA DOS AVÓS SE FECHA (Fragmentos)
Acho que um dos momentos mais tristes da nossa vida é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre. Quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família que, em ocasiões especiais se reúnem, exaltam os sobrenomes - como se fosse uma família real.
Quando fechamos a casa dos avós, também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira.
Não precisa nem sair de casa; estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz.
A casa dos avós está sempre cheia de cadeiras, nunca se sabe se um primo vai trazer namorada, porque aqui todos são bem-vindos.
Sempre haverá uma garrafa térmica com café, ou alguém disposto a fazê-lo.
Você cumprimenta as pessoas que passam pela porta, mesmo que sejam estranhas, porque as pessoas na rua dos seus avós são o seu povo, eles são a sua cidade.
Descobrimos, agora, que nós temos que ser os avós e os nossos pais, que se foram... Então, nunca vamos perder a oportunidade de abrir as portas para nossos filhos e netos e celebrar com eles o dom da família, porque só na família os filhos e os netos encontrarão o espaço oportuno para viver o mistério do amor por quem está ao redor.
Aproveite a casa dos avós, pois chegará um tempo em que, na solidão de suas paredes e recantos, se fechar os olhos e se concentrar, poderá ouvir talvez o eco de um sorriso ou de um grito, preso no tempo. De resto, posso dizer que, ao abri-los a saudade vai pegar você, e você vai se perguntar: por que tudo foi tão rápido? E vai ser doloroso descobrir que ele não foi embora ... nós o deixamos ir ...
(Autoria desconhecida)
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| Hoje a casa está com minha tia Mariza, mas nunca mais será a mesma coisa... |
A principal função do avental da avó era proteger a roupa de baixo, mas, além dessa, tinha muitas outras utilidades.
Servia de luva para retirar a frigideira quente do lume.
Era maravilhoso para secar as nossas lágrimas em criança e, em certas ocasiões, para limpar as nossas carinhas sujas.
No galinheiro, o avental servia para trazer ovos e, por vezes, os pintainhos!
Era também ele que transportava as batatas e a lenha seca para a cozinha.
Na horta, servia de cabaz para transportar as cenouras, os nabos, as abobrinhas e, depois do tempo das favas e das ervilhas, era a vez das couves e, no final da estação, era usado para colher as maçãs caídas das árvores.
Quando as visitas chegavam sem serem esperadas, era surpreendente ver a rapidez com que o velho avental limpava qualquer resquício de pó.
À hora de servir as refeições lá estava a avó, na escada do alpendre da casa, agitando o seu avental para nos chamar e sabíamos, instantaneamente, que tínhamos de vir para a mesa.
A avó também o usava para segurar e posar o seu delicioso bolo de maçã, recém-saído do forno, para arrefecer no parapeito da janela.
Vão passar muitos anos até que alguma invenção ou algum objeto possa substituir o velho avental da nossa avó.
Adaptação do texto de Francine Andreoletti
Mandy Martins-Pereira escreve de acordo com a antiga ortografia