sábado, 17 de agosto de 2013

Memorial - Em meio a isso, as palestras, seminários, cursos adubam...

No final de 1991, com a troca da Secretária Municipal de Educação e redução do quadro de implementadores, fui remanejada para a E.M. Lourença Guimarães, em Aperibé, na época distrito de Pádua. Fiquei por lá poucos meses. Fui remanejada para a E.E.M. Alm. Barão de Teffé, onde fiquei até final de 1992.
Com minha matrícula do Estado fiz concurso de remoção para a E.E. Campo Grande, no município de Cambuci, na época distrito de São José de Ubá. Depois consegui amparo especial para ficar lotada em Pádua.
Eis que surge 1993 e, agora sim, preciso fazer uma menção honrosa a este ano porque ele foi muito importante. A partir dele minha vida profissional ficou arrumada.
Com minha matrícula do estado fiquei lotada no C.E. Almirante Barão de Teffé (que foi desmunicipalizado), e continuo até a presente data como docente.
Com novo governo municipal, retornei à Equipe de Implementação- onde também continuo até hoje -  e um novo trabalho iniciou-se para mim: coordenar grupos de estudos, projetos, formação continuada de professores. No segundo semestre, juntamente com a equipe coordenei o projeto "Despertando a criatividade - Cartão de Natal", com participação de toda a rede municipal de ensino.
Em dezembro, terminei a faculdade de Matemática!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

(15 de agosto de 1990)

Em 1990 prestei concurso para o magistério público estadual, município de Cambuci, visto que em Pádua não havia vagas, por causa da municipalização. Fui aprovada e em 15 de agosto de 1990 fui trabalhar na E. E. São José, distrito de Monte Verde, cerca de 60 km de distância de Pádua, estrada de chão. 
Eu demorava 1h30min para chegar na escola. Nem precisa ser tão bom assim em Matemática para perceber que durante 3 horas do meu dia, eu ficava "comendo poeira". 
Era tão longe que às vezes eu tinha a sensação de ter me perdido no caminho... Com o tempo conheci atalhos, decorei encruzilhadas, contei curvas... A serra tinha sete voltas, daí seu nome. A natureza era deslumbrante e as mãos do homem também operavam maravilhas nas inúmeras plantações de tomates, pimentões e jilós. 
Às vezes eu saía de Pádua com sol e chegava com chuva; às vezes o contrário... Tenho lembranças muito significativas daquele lugar, dos alunos, das pessoas. 
Ainda em agosto houve outro concurso de remoção na rede municipal e eu consegui uma vaga na Equipe de Implementação da SMEC. Era preciso dar um plantão semanal na Secretaria e visitar um grupo de 10 escolas a cada quinzena. 
De 1990 a 1992 minha vida foi uma loucura. De madrugada saía para Cambuci, à tarde ficava em função da SMEC e à noite, faculdade. 
Chego a conclusão que preciso dar uma moto de presente ao meu pai, afinal foi na surrada ML79, que eu fiz tudo isso. Obrigada, pai!

P.S.:
 Hoje, completo 23 anos no magistério público estadual; sou muito feliz e grata por isso.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Memorial - É no dia a dia que acontece a germinação...

Em 1988 consegui sair da escuridão da zona rural (embora a luz elétrica já tivesse chegado lá) e com minha irmã fui morar em Pádua. Durante todo o ano fiz curso de extensão na UFF (faculdade de Matemática) e preparei-me para o vestibular. Em 1989 ingressei no curso regular de Licenciatura Plena em Matemática que a UFF mantém em Pádua.
Também em 1989 prestei concurso público para o magistério municipal, no Governo Renato Padilha. Em 20 de junho eu assumia a E.M. Honório Silvestre, zona rural, classe multisseriada.
Envolvida pelas conquistas e conhecimentos que surgiam através da faculdade, dentre eles o estudo de Carl Rogers, eu anotava as experiências com meus alunos, registrava suas descobertas e me fascinava ao perceber a conquista do universo da leitura e escrita. Trabalhei nesta escola até o final do ano letivo.
Em 1990, através de concurso de remoção, fui trabalhar na E.M. Clarindo de Barros. A escola tinha poucos alunos e  seu ensino estava desacreditado. Desafio: conquistar a comunidade. Confesso que não foi difícil porque ela se localizava na fazenda de meu tio e muitos pais já me conheciam.Em dois meses, eram 22 crianças, a maioria da Educação Infantil, a encher de alegria aquele espaço escolar.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Memorial - O estudo é o preparo para a semeadura, o trato do solo...

Desde muito pequena eu sabia o valor do estudo e tinha certeza que ele me tiraria da escuridão e do fogão à lenha.
Da 5ª série até concluir o Curso Pedagógico, em 1987, estudei no Colégio Cenecista Caribé da Rocha. Ainda em 1987, mais precisamente em outubro, comecei a trabalhar na Creche-Escola Vovô Henrique, como professora de Educação Infantil. Um ótimo começo!
Estava terminando o que hoje é o Curso Normal (Formação de Professores) e uma porta se abria para que eu pudesse colocar em prática os valores e conceitos aprendidos. E aprender cada vez mais...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Memorial - Uma meta começa como uma semente...

Nasci na zona rural do município de Santo Antônio de Pádua em 25 de outubro de 1970, com pai carpinteiro e lavrador e mãe costureira. Estudei em escola pública até a 4ª série (hoje, 5º ano) na comunidade em que residia. Minha chegada à escola foi muito positiva e tenho certeza que esse foi um dos motivos pelo meu amor aos estudos. Com 4 anos estava sendo alfabetizada pela minha irmã (10 anos) e o interesse pela leitura e pelas continhas era muito grande. Minha mãe então, pediu à diretora, Dona Adelaide, se eu poderia frequentar a escola como ouvinte. Era agosto de 1975. A diretora consentiu e quando cheguei para minha primeira aula, ela tomou-me pela mão, conduziu-me pela escola apresentando as salas. No final, perguntou em qual eu gostaria de ficar (imagino que tenha pensado que eu desejasse ficar com minha irmã na 4ª série). Muito decidida respondi que queria ficar com a Dona Gracinha porque ela tinha uma caixa cheia de carimbos.
Assim, fui acolhida ao mundo letrado. Dona Gracinha era professora da 2ª série (3º ano), mas seu amor por mim - e o meu por ela - foram fundamentais.
Por morar na zona rural, não ter vizinhos da minha idade, não ter luz elétrica em casa e minha irmã estar estudando na cidade, minha brincadeira preferida era a aulinha. Colocava todas as bonecas sentada nas cadeiras, passava o exercício na porta (que servia de quadro-negro), copiava o exercício em folhas para as bonecas, resolvia-os, com a preocupação de diferenciar as letras e respostas e depois, recolhia para corrigi-los com direito a estrelinha e batutinha. Sentia-me uma verdadeira professora! 

domingo, 11 de agosto de 2013

Expectativas

Fico me policiando para não criar uma aura de expectativa e ansiedade, mas nem tudo em nossa vida passa pelo nível consciente. Nosso inconsciente também tem sua quota de participação e podemos perceber isso quando o corpo mostra os sinais: alergia inexplicada, ardência no estômago, constipação. Não há controle absoluto!
Já observei o suficiente para perceber que "o pulo do gato" é ser despretensioso. Isso mesmo: modesto em suas expectativas. Tudo o que vier será motivo para alegria e as decepções serão minimizadas...
Acontece que entre saber e sentir existe um território inexplorado.
Quando, em que momento, o nosso saber (que vem de fora) transforma-se em verdadeira aquisição da alma e, portanto, em sentimentos?
Somos aquilo que sentimos...
Uma voz que me acompanha diz que existe aí uma relação matemática - de proporção, e uma relação química - de mistura.
Se alimentamos nossa alma de coisas boas numa proporção bem maior que de coisas ruins, é isso que vai se misturar em nossa essência e nos transformar. 
Daí o cuidado ao escolher aquilo que se lê, a música que se ouve, a conversa, a reflexão...
Eu ainda sei, não sinto... Continuo me preocupando mais com as respostas que com as perguntas, ainda tenho pretensões... Pobre de mim, levarei mais tempo para chegar!
Quero tanto ser desprendida...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Tempo, tempo, tempo...

06/08/1998, nasce Daniel Cretton Carvalho, sob os cuidados do médico e amigo Dr. Beraldo Martins Pacheco.
06/08/2013 - 15 anos depois...

No Grupo Espírita Antônio de Pádua, que neste mês de agosto completa 65 anos...

Obras do Tempo...