quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Meu avô Cininho

Como eu poderia descrevê-lo em uma só palavra? 
Humano.

Abraçado aos amigos: Zé Maria (à sua direita) e Jair (à sua esquerda)
Para sempre lembrado...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Minha avó paterna

Quase nada sei sobre minha avó paterna... Sei que ela voltou à Pátria Espiritual por volta dos 40 anos. Meu pai era jovem e seus irmãos, menores. Nunca vi uma foto, nenhum objeto, quase nunca foi mencionada nas conversas de família. Uma pena. Ela é parte da minha história. Minha avó Maria.
Maria Rabello Cretton.
Hoje, em conversa com minha mãe, numa antessala de um consultório, fiquei sabendo que ela gostava de joias. Que comprava suas joias em ouro da esposa de uma farmacêutico (que eu tive a oportunidade de conhecer) e as pagava em costuras. Minha avó era costureira. Esse fato trouxe para mim um certo contentamento, porque de algum modo me ligou à ela. Temos o mesmo gosto.
Agrada-me o ouro porque dura para sempre... Tenho uma relação mais afetiva que econômica com as joias. Agora está explicado... E, para completar, minha mãe disse que todas as irmãs Rabello gostavam de joias e rendas. Sim, gosto de joias, rendas, laços e flores. Logo, sou uma Rabello.

domingo, 16 de agosto de 2015

Pip Studio

Com essa minha mania de roupa de cama e ficar zapeando por aí em busca de novidades para encher os olhos de sonho e a alma de alegria, descobri a marca holandesa PIP STUDIO. Pronto! Acabou meu sossego. Porque de agora em diante já firmei um compromisso com meu cérebro de ir à Holanda. 
Até 2 020 tenho que viajar ao lindo país, para conhecer a loja-conceito.
De tanto procurar descobri que a criadora da marca se chama Catherine. PIP foi a primeira palavra que ela falou, então seus irmãos começaram a chamá-la assim. Quando pequena tinha um periquito que chamava de "pássaro do amor" e ele sempre se sentava em sua cabeça. Formada na Academia de Belas Artes, comprou uma velha casa vitoriana em ruínas, na periferia de Amsterdam  e lá criou seu estúdio. Seguindo sempre a sua própria intuição, desenvolve produtos que ela gostaria de ter ou dar para amigos queridos. Se não houver emoção, não se pode ter um produto PIP, que sempre atendem ao seu lema: produtos felizes para pessoas felizes.
Claro que com um lema desse, eu teria que me identificar de cara. Tudo muito colorido, muitas flores, muita alegria de viver. Bem do jeitinho que eu gosto. 
(Pena que os importados são tão caros em nosso país!)

As imagens são tantas e lindas que vale a pena ficar olhando, olhando... Claro que é coisa de endoidecer gente sã... Então, depois que endoideci, comprei uma colcha e dois pratos. Hum, digamos que é meu presente de 25 anos de magistério (completados ontem, lembra?). 
Na verdade, meu grande presente está a caminho e tudo isso será para a inauguração. Oxalá!



sábado, 15 de agosto de 2015

15.08.90 - 15.08.15

E eis que o tempo passa...
O dia de hoje chegou: 25 anos de Magistério Público Estadual!
Imagem do Google

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Registrar é poder folhear o tempo...

Penso que meu blog deve transmitir um alento, um brilho nos olhos de quem, porventura, venha visitá-lo. Quando estou inspirada, escrevo. Quando a inspiração raleia, vou colocando imagens. Tudo com muito significado. Com muito carinho e respeito. Por mim mesma, pela vida, pelos familiares e amigos. Recentemente escrevi um texto, mas por enquanto não posso publicá-lo aqui. Estou inscrita no Concurso Brasil em Prosa e minha produção deve ser inédita e exclusiva até o resultado final, previsto para setembro. É possível encontrá-lo na Amazon.com, sendo vendido por R$ 3,13. Seu título é Laços e Laranjas e posso dar uma pequena descrição do "produto": a sensibilidade e a praticidade subentendida em dois atos: fazer laços de dobradura e descascar laranjas. Dois avôs e uma neta. Impressões tão distintas. Um amor tão semelhante.
Essa semana debrucei-me a escrever a história de Gato de Fora. Ainda está no comecinho, mas me atrevi ler cinco parágrafos para uma amiga e quando parei (porque foi só até aí mesmo que escrevi) ela protestou: "não, continua, quero ouvir mais..." Para quem está engatinhando no caminho das letras, foi bom ouvir um interesse espontâneo e sincero. 
Estou testando minha escrita, buscando uma identidade, algo que realmente me identifique; a matemática tem me ajudado bastante. Mantenho meu livro de memórias material. É um caderno, onde vou anotando o cotidiano. Às vezes o blog e o livro de memórias se tangenciam, outras vezes há uma intersecção de registros. No mais, vão seguindo suas vidas paralelas... O livro é mais condescendente comigo, pois permite erros, rabiscos, lágrimas. O blog é mais exigente, perfeccionista; com ele sou obrigada a aprender, buscar...
Hoje peguei o livro para escrever - um caderno de 200 folhas - e pude folhear o tempo em minhas mãos. Quanta produção! Pudera... estamos em agosto e há de termos ultrapassado umas 100 folhas, que se preenchem das letras que se deitam em cada linha, registrando os dias e costurando nossas vivências. Sim, são duas ações distintas e complementares: registrar e costurar.
À primeira leitura, imediata, deparamo-nos com o registro do cotidiano: acontecimentos e fatos, entremeados com medos, sonhos, angústias, esperanças, conquistas, frustrações, reflexões. Humanidades... Registros do passar do tempo. 
Acontece que esse passar do tempo traz consigo implicações, causas e efeitos. Então, numa releitura podemos enxergar um fio que vai costurando e unindo nossos dias em torno de um eixo, nosso "destino", talvez... Só sei que não ficamos soltos. Sonhamos aqui, concretizamos acolá. Temos medo agora, coragem mais adiante. Rogamos e a porta se abre. Oramos e nossa prece se converte em compromisso e realização. Sempre um elo. Nunca uma peça solta na engrenagem.
Isso deve ser o que chamamos VIDA.