segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Capitólio, MG - 1° dia: 18/jan

Ainda sob o impacto das fortes emoções, das lindas paisagens... Poucas palavras, porque aqui, as imagens falam por si.










quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Mamãe fez 7.5!

A vida é para ser celebrada. Sempre! Ainda que imperfeita ou doída! Hoje mamãe completou 75 anos. Tentamos promover uma tarde de alegria para ela... E deu certo! Obrigada, Senhor!
 







 






 






segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Sobre tempo e memória


No meu post "Por dezembros atravesso" faço uma menção ao tempo e à memória. Já é sabido que esse blog é um memorial e a temática do tempo é recorrente. Logo, tudo que diz respeito, positivamente, a esses temas ganham espaço aqui. Neste ano, especialmente, estamos envolvidos com a comemoração dos nossos 30 anos de magistério público municipal, temos um grupo no WhatsApp e foi por conta de um sentimento e uma frase, que conheci Fabíola Simões e esse texto tão maravilhoso! Às vezes ouvimos algo que nos entristece, não compreendemos reações e pensamos em desistir. Mas sonhadores nunca desistem! Então, pouco mais de meio dia escrevi no grupo: "o maior tesouro de um homem são as suas memórias". Algum tempo depois uma colega de jornada nos apresenta essa belíssima reflexão. Algo que "gostaríamos de ter escrito" no dizer de uma prima, por traduzir tão bem o que sentimos. "Chega doer o coração" responde outra, tentando definir com simplicidade e clareza a mistura de sentimentos. Ei-lo, transcrito abaixo, com a devida fonte. Para nosso deleite.
“O que a memória ama, fica eterno”
Por Fabíola Simões (A soma de todos os afetos – blog: 04/07/2012)
Quando eu era pequena, não entendia o choro solto de minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro.
O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.
O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.
É que a memória é contrária ao tempo. Nós temos pressa, mas é preciso aprender que a memória obedece ao próprio compasso e traz de volta o que realmente importou, eternizando momentos.
Crianças têm o tempo a seu favor e a memória muito recente. Para elas, um filme é só uma animação; uma música, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.
Diante do tempo envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente se despede. Porém, para a memória ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são nossas crianças, os amigos estão perto, nossos pais ainda são nossos heróis.
A frase do título é de Adélia Prado: “O que a memória ama, fica eterno”. E o que eu acredito é que quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente.
Quando nos damos conta, nossos baús secretos - porque a memória é dada a segredos -  estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.
Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você - foi a trilha sonora de um amor, embalou os sonhos de uma época ou selou uma amizade verdadeira - e mesmo que os anos tenham se passado, alguma parte de você se perde no tempo e lembra alguém, um momento ou uma história.
Ao reencontrar amigos da juventude nos esquecemos que somos adultos e voltamos a nos comportar como meninos cheios de inocência, amor e coragem.
Do mesmo modo, perto de nossos pais seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das histórias contadas ao cair da noite… serão sempre recentes, pois têm vocação de eternidade.
Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas.
Dizem que o tempo cura tudo, mas talvez ele só tire a dor do centro das atenções. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na ferida. Mas aquilo que amamos tem disposição para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando.
Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que nos tocou pode ser facilmente reativado por novos gatilhos - uma canção cala nossos sentidos; um cheiro nos paralisa lembrando alguém; um sabor nos remete à infância.
Assim também permanecemos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Sem querer

Às vezes recorremos a uma caixa de memórias em busca de uma coisa e acabamos encontrando outra, que já dávamos por perdida... Que grata surpresa! Dessa vez foi o Estatuto do Planeta Terra sob a visão espírita, que foi produzido por um grupo de jovens durante a COMEERJ (Confraternização das Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro), realizada em 1992, no Polo de Campos dos Goytacazes. Inscrevi-me na Oficina de Ecologia e, como era de praxe, após os estudos dos textos sobre o tema - à luz da doutrina -, e diversos debates no grupo de estudo, havia uma produção final a ser socializada com todos os participantes do evento, uma espécie de culminância. Nesse grupo tínhamos um entusiasta graduando em Direito, então decidimos por um Estatuto, como nossa produção final. Eu tinha 21 anos e lembro-me de termos ficado até bem tarde da noite escrevendo esse documento, sem nenhum Google para pesquisar, cada palavra (ainda que imperfeita) saindo da cabeça de 6 ou mais jovens entre 18 e 22 anos. Transcrevo a seguir, como registro de memória.

PREÂMBULO
Em nome de Deus, estiveram reunidos, em Assembleia, os representantes da equipe ecológica da XIII COMEERJ, que promulgam o presente Estatuto do Planeta Terra sob a visão espírita.

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
I - Da Poluição
Entendendo que a poluição é altamente prejudicial ao ecossistema de nosso planeta, vimos neste Estatuto esclarecer à humanidade quanto a responsabilidade de preservação  e equilíbrio do mesmo e das consequências pelos danos causados.

II - Da Preservação do Verde
Considerando a flora de suma importância para a existência da vida no planeta, principalmente no que tange à renovação e purificação do ar atmosférico, à preservação da fauna, à urbanização e sobrevivência humana, tratemos de preservá-la.

III - Da Fauna
Compreendendo, por fim, que qualquer forma animal que habita o planeta é indispensável para a manutenção e evolução do mesmo, é vedado o extermínio irracional, salvo para suprir as necessidades básicas do homem.

ESTATUTO DO PLANETA TERRA SOB A VISÃO ESPÍRITA

Título I: Da Poluição

Art. 1º - Poluição é todo detrito produzido pelo homem, que se incorpora negativamente à natureza.
Art. 2° - O homem é responsável por sua vida, seu corpo e o planeta em que vive, devendo, portanto, despender todos os esforços no sentido de preservá-lo.
Parágrafo 1° - ao homem é obrigatório:
a) reciclagem de lixo;
b) instalação de filtro de ar nas fábricas;
c) instalação de catalizadores anti-poluentes em veículos auto-motores de qualquer espécie e gênero;
d) tratamento ou reciclagem de resíduos químicos e industriais;
e) tratamento dos esgotos antes de lançá-los no meio ambiente.
Parágrafo 2° - No caso específico de garimpo, é vedado o uso de mercúrio ou outros produtos químicos similares.
Art. 3° - Fica vedado o uso de produtos que contenham componentes causadores da destruição direta ou indireta da camada de ozônio, tais como:
I - CFC (clorofluorcarbono);
II - Dióxido de carbono, em excesso.

Título II: Da Preservação do Verde

Art. 4° - Fica determinado que a retirada indiscriminada de galhos, folhas, flores e frutos verdes é proibida.
Parágrafo Único - A retirada é permitida para uso na confecção e/ fabricação de perfumes e remédios, bem como em ornamentações, desde que o usuário os reponha ao meio ambiente.
Art. 5° - As fábricas estão obrigadas a replantar as árvores que porventura sejam retiradas para qualquer tipo de exploração.
Art. 6° - Fica proibido o desmatamento e queimadas de reservas florestais.

Título III: Da Fauna

Art. 7° - Fica proibido ao homem acelerar o processo de extinção das espécies animais, sendo-lhe permitido explorá-las, desde que não prejudique seu equilíbrio.
Art. 8° - É vedada a caça de animais silvestres, salvo quando necessário à alimentação de nômades, índios e similares que tenham por hábito de vida a caça e a pesca.

Título IV: Das Penalidades

Art. 9° - Quaisquer infrações cometidas aos artigos anteriores sujeita ao infrator à reparação do dano, quando possível fazê-lo, além de obrigá-lo ao serviço de conscientização e divulgação na área ambiental que o mesmo danificou, em prol da Humanidade.

DAS ALEGAÇÕES FINAIS
Os membros dessa assembleia constituinte embasaram-se para discussão e conclusão deste Estatuto no Livro dos Espíritos, parte 3ª, capítulos V e VI, da Lei de Conservação e Da Lei de Destruição, respectivamente.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Millennium

Foto de Laura Mansur (Pádua - RJ)
Eu tenho a impressão que já publiquei aqui esse poema, escrito em uma capa de CD, depois de um dia de aventura nos idos de 13 de janeiro de 2003. Mas hoje, em especial, essa foto de Laura Mansur fez reviver as lembranças de agosto de 90 a dezembro de 92, período que eu trabalhei em Monte Verde, na escolinha São José. E, claro, esse dia inesquecível.

Uma estrada de chão
Uma escola à beira do caminho
Uma árvore
Um ninho
E nos campos, os lírios em flor...
Cruzeiro,
Luzeiro como meu amor 
(por você)
Que cresce mais a cada dia
- E como o lindo chalé com cortinas de renda - irradia
O que há de melhor em mim
O que há de melhor em ti
Em São João do Paraíso
Penso no paraíso estar
Mas voltar é preciso
E, numa volta tão linda 
Ouço que "estou como criança" *
E meu coração se enche de esperança
Por amá-la assim...
Cidade, civilização, uma parada.
Cansaço? Que nada!
Somente felicidade - uma alegria
Que até ao motorista do lado contagia
E reflete nosso amor.
Neste novo MILLENNIUM 
Que tudo seja novo
Que tudo seja lindo.
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(o pão com mortadela na estrada,
a bermuda na Leader,
a meia na calçada,
a chuleta
e esse CD que ofereço a você para concretizar
esse dia 13/01/03, como um dia feliz,
dos muitos que já vivemos e ainda virão).
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* É ouro pra mim (Renata Arruda)